“No isolamento, fui duas vezes ao hospital com falta de ar. O diagnóstico? Algo psicológico”

A ansiedade não é nenhuma companhia nova por aqui – e pelo que vejo em pesquisas e estudos, imagino que também não seja para muita gente. A primeira vez em que me encontrei com ela (de maneira clínica, pelo menos), eu estava viajando de férias para Portugal. Desbravava as águas claras e as areias avermelhadas do Algarve, quando, de repente, senti que meu coração estava saindo pela boca. Parecia que iria cair dura no chão a qualquer minuto, tinha certeza. Mas eu nunca apagava, e o meu coração nunca conseguia sair pela boca – ele parou na metade do caminho, preso na garganta. 

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Mental disorder, finding answers, confusion concept. Woman suffering from depression, closing face with palms in despair, girl trying to solve complex problems. Simple flat vector (Foto: Getty Images/iStockphoto)


 

Meu corpo estava invadido por essa agitação intensa, que chegou sem bater na porta. Simplesmente veio e se apossou. Tentei entender esse perigo iminente que se apresentou, mas nada. Eu não estava estressada, eu não havia brigado com ninguém, eu não estava infeliz. Na verdade, eu tinha acabado de perceber pela vigésima vez que o mundo era grande, e belo. 

Fiquei três semanas assim, sem conseguir me concentrar em quase nada e sem conseguir dormir. Durante a viagem me escondia entre um passeio e outro para chorar, e também não contava para ninguém sobre as minhas noites em claro. Isso aconteceu em 2016. Depois, essa invasão (que depois entendi ser a tal da crise generalizada de ansiedade) me cumprimentou algumas outras vezes. 

E para ser sincera, nunca entendi exatamente como eu tinha acabava ali de novo, invadida. Nunca houve algo “uou” que abalasse tanto as minhas estruturas e, então, fizesse com que em um segundo eu estivesse “normal”, e no próximo, uma bomba relógio.

Por outro lado, sempre fui uma pessoa muito pensativa, e a morte (ou temor dela) sempre foi um assunto recorrente na minha programação mental diária. Sempre achei a vida frágil demais, como um copo de vidro. 

Não é difícil, dessa forma, perceber que a Covid-19 me atacou com tudo. Afinal, não havia como negar essa verdade escancarada, a constatação inegável de que a vida é frágil. E eu nunca quis tanto mudar essa realidade, que está acima da minha capacidade. 

Perceber nosso descontrole perante a vida não é agradável. Nestes 6 meses de isolamento, fui duas vezes ao hospital com falta de ar. O diagnóstico era sempre o mesmo: deve ser algo psicológico. 

E é, mas também não é. Minha angústia e meus medos podem ser tão palpáveis quanto o computador em que escrevo este texto: elas podem ser um desencadeamento de um estresse no trabalho, a pressão de uma dúvida sobre qual escolha tomar, um coração quebrado. 

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No isolamento, fui duas vezes ao hospital com falta de ar. O diagnóstico? Algo psicológico (Foto: Getty Images/fStop)


 

Mas eu também já não sou a mesma Chames que em 2016. Um processo de terapia contínuo e acompanhamento psiquiátrico me ajudam a encarar os altos e baixos da minha jornada de pessoa ansiosa com mais contemplação e autoconhecimento, que é a base de tudo. 

Hoje, já não “caio” nos ataques. As crises não me invadem. Eu consigo vê-las chegar e contornar a rota antes de cair no buraco. Às vezes, claro, eu tropeço. Mas nenhuma crise recente durou mais que um dia, ou mesmo algumas horas. E isso é um avanço e tanto, algo para ser celebrado. 

Eu estou sempre em auto-observação, mas não em um sentido de vigilância. Não meço meus passos, mas reflito sobre eles. Escrever no meu diário é uma prática de sanidade, quase. Consigo fazer conexões que apenas em pensamento eu não conseguiria. E, dessa forma, vou reconhecendo meus incômodos antes que eles ganhem a forma de um falso ataque cardíaco-com-crise-respiratória-e-dor-cabeça, tudo junto e misturado. 

Sei que essa não é a melhor coisa de se ouvir: que o acompanhamento médico, o autoconhecimento e o tempo são as chaves para uma transformação. Mas, na minha opinião, falar qualquer coisa sem mencionar essa tríade é ser leviano. 

Cada pessoa lida com a ansiedade de uma forma que faça sentido para si, é claro. Há quem medite, quem corra, quem pinte, quem borde. E ter apoio é importante – ninguém quer sentir que, além de ansioso, é “anormal”. 

Minha família me apoia, mas eles não necessariamente me entendem. Já me falaram, com muita preocupação e boa vontade, que eu deveria sorrir mais para tentar ficar menos tristinha. Já disseram, com carinho, que eu não deveria ficar pensando “em coisas assim”. Já ouvi falas mais duras também, como, por exemplo, que tenho que ficar boa logo para largar essa coisa de remédio psiquiátrico. Apesar disso, sei que eles não me deixariam na mão e que me sofrimento é respeitado por eles – e por mim. 

Porque, no fim das contas, só você sabe pelo que está passando. E, embora existam casos semelhantes (sabemos que não somos o únicos com ansiedade no mundo, certo?), nenhuma ansiedade é igual. E a gente não pode comparar o nosso processo com o de outras pessoas. Elas não vivem como a gente vive. 

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